E…..os robôs estão chegando

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O conceito de robôs é quase indissociável da idéia da ficção científica. Quem está na casa dos quarenta anos lembra com carinho de Rosie, a robô governanta dos Jetsons, e também de seu contraponto mais evoluído, os Replicantes do filme Blade Runner, que buscavam encontrar sua alma e ter sentimentos.

Não é à toa que o termo Robot surgiu pela primeira vez em uma história de ficção, mais precisamente uma peça do dramaturgo tcheco Karel Čapek, da década de 1920, chamada Rossum`s Universal Robots. No enredo, existia uma sociedade oprimida mantida por trabalhadores mecanizados, criados por um cientista chamado Rossum. Eles eram humanos-máquinas, verdadeiras alavancas e engrenagens humanas, que executavam tarefas simples e repetitivas e eram chamados de “robots”. Seu nome derivava da palavra tcheca robota, que significa trabalho árduo, pesado ou trabalho escravo.

Mas, como em outras áreas da ciência e da tecnologia, a ficção provou ser uma aposta certeira. Não estamos mais tão longe assim do desenho dos Jetsons. Ainda não existe uma Rosie que faça tudo, mas já há uma série de robôs que desempenham várias funções dentro de casa: aspirar o pó, lavar o piso, recolher a sujeira do cachorro, aparar a grama.

Jackson Matsuura, professor da área de Sistemas de Controle do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e coordenador da seleção brasileira de robótica, explica que “é muito mais prático desenvolver robôs com funções específicas, formatos e tamanhos menores para se adaptarem aos espaços nos quais vivemos, que são projetados para os humanos. Se estes robôs fossem semelhantes ao homem, teriam as mesmas dificuldades de locomoção nestes lugares como nós temos”.

O professor explica que um robô é definido por três características: sensores, atuação e inteligência. A função sensorial é feita por meio de câmeras digitais, raios laser, ultrassom, sensibilidade ao toque e ao som, que funcionam como olhos, ouvidos e pele. A atuação está na utilização de braços mecânicos, alavancas, pinças, ganchos que são como braços, mãos e dedos. Por fim, a inteligência que é a capacidade de processamento que a máquina deve ter para executar as funções para as quais foi desenvolvida.

Inteligência artificial
De acordo com Matsuura estes robôs domésticos possuem todas estas características, mas ainda têm pouca capacidade de inteligência artificial. Os robôs aspiradores ilustram bem isso. Eles não conseguem, por exemplo, localizar um ponto de sujeira e recolher. Para limpar apenas um ponto, executam a limpeza da área inteira sem saber ou definir onde está e qual é a sujeira que precisa ser recolhida.

“O grande desafio da robótica está em conseguir fazer os robôs tomarem decisões e agir por conta própria”, revela o pesquisador do ITA. Por exemplo, se tem uma lata no chão o robô precisa primeiro saber que aquilo é uma lata e depois decidir se é um lixo a ser recolhido ou se simplesmente caiu da prateleira.

No exterior, já existe uma série de robôs que executam tarefas domésticas como aspirar, lavar e encerar pisos, limpar a piscina e cortar a grama. No Brasil, apenas a Electrolux importa um aparelho do tipo, o Trilobite, que funciona como robô aspirador.

Ter vários robôs com características específicas é uma tendência bem clara, entende o coordenador do ITA.

“Da mesma maneira que a computação, a robótica, agora está sendo popularizada, lógico que em escala menor, devido a miniaturização dos componentes e a redução dos custos”, lembra Matsuura. “Em pouco tempo, com o aumento da produção, poderemos ter robôs pequenos e baratos o suficiente para serem vendidos nas lojas e usados domesticamente”, completa.

Veja abaixo um complemento deste post.

Via: UOL Tecnologia

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