O Que o Vale do Silício tem a Ensinar aos Empreendedores Brasileiros?

Na década de 90, surgiu um movimento muito poderoso no cenário musical, mais precisamente no universo do rock. O movimento Grunge. As atenções se voltaram para Seattle, nos EUA. De lá saíram bandas que fazem sucesso até hoje. Todo mundo queria ter uma banda e fazer sucesso. Até eu tive uma na época, e de vez em
quando ainda reúno os amigos pra tocar nas horas vagas – e raras!

A questão é que Seattle era tão empolgante, que qualquer banda formada lá já trazia em si o DNA do sucesso.

Nós tivemos cerca de uma década antes a nossa própria Seattle. Brasília. Onde muitas das bandas mais influentes do cenário nacional se formaram.

Quer dizer que, talento, aliado à oportunidade é igual a sucesso?

Quase isso!

Talento, aliado à oportunidade, INCENTIVO e CONDIÇÕES de DESENVOLVIMENTO!
Isso sim, é igual a sucesso.

Hoje nós temos a “Seattle” do empreendedorismo. Se chama “Vale do Silício“.

Localizado numa faixa de aproximadamente 60km do sul de San Francisco até o sul de San Jose, esse conjunto de pequenas cidades no coração da Califórnia é o oásis do empreendedorismo mundial.

Lá nasceram Apple, Google, Facebook, Intel, HP, Sales Force, eBay, Evernote, Twitter, Linkedin, Netflix, Yahoo entre diversas outras empresas de pequeno ou médio porte, mas com sua devida importância no cenário de inovação empreendedora.

O que é elaborado lá é praticamente sinônimo de sucesso. Tudo tende a dar certo!

Mas e a nossa “Brasília” do empreendedorismo?

Eis a questão! Esta ainda não existe, ou existe em partes!

Vamos avaliar o que se passa no “Vale do Silício” para podermos nos situar melhor.

Um recente estudo publicado pela Endeavour, apontou os seguintes itens:

1. Oportunidade

Quem empreende no Vale do Silício identifica a oportunidade a partir de um problema ou necessidade.
No Brasil, às vezes ocorre uma inversão: primeiro o empreendedor define o produto e depois tenta encaixar uma oportunidade.

2. Cultura Empreendedora

Lá, os alunos são estimulados a empreender desde o primeiro dia de aula. Os cursos não são desenhados para preparar os jovens a serem empregados de grandes multinacionais ou funcionários públicos. O foco deles é aprender a aprender. E o aprendizado é aplicado a resolver problemas que podem resultar na criação de
novos empreendimentos!

3. Facilidades

Em minutos você consegue abrir uma empresa nos Estados Unidos e em dias você consegue fechá-la se não der certo. Comparando com o Brasil: Meses para abrir e anos para fechar. Por lá, não há medo do fracasso, pois o fracasso de ontem é o aprendizado de hoje para o sucesso de amanhã!

4. Custos

A infraestrutura de transportes, telecomunicações, energia, logística, segurança… funciona. As startups têm incentivos fiscais reais. Os mercados consumidores de qualquer segmento são enormes, logo há mais oportunidades. O governo americadno evita criar empecilhos e malabarismos como temos por aqui, pois sabe
que são as pequenas empresas que geram empregos, inovação e giram a economia.

4. Ecossistema

Investidores-anjo, investidores seed, venture capitalists, aceleradoras, incubadoras, organismos de fomento ao empreendedorismo, startups recém-criadas, startups em franco crescimento, empresas gigantes,  universidades… o ecossistema empreendedor do Vale do Silício é maduro e explosivo! Já no Brasil não há uma
relação clara entre as partes.

Levantados estes pontos da “Seattle” Empreendedora, ficou claro o porquê de não termos a nossa “Brasília” do Empreendedorismo estabelecida e em constante evolução.

A burocracia, os altos impostos, os custos, as dificuldades impostas por Leis ou emendas, e a falta de incentivo real, contribuem para um processo lento de crescimento e inovação no cenário empreendedor nacional.

Mas há uma saída?

Sim!

É necessário mudar a filosofia empreendedora do País.

Cabe aos empresários já estabelecidos, olharem atentamente para os pequenos negócios, para os empreendedores emergentes e apoia-los.

Comprar do pequeno, incentivar o desenvolvimento, oferecer oportunidades, sejam cursos gratuitos ou apoio institucional no desenvolvimento de novos negócios.

Todo empreendedor sabe que Empreender é muito complicado, ainda mais sem o devido apoio.
Mas não podemos esperar a boa vontade do Governo.
Cada empreendedor pode fazer a sua parte.

Baseando-se no nosso cenário atual, e naquilo que aprendemos com o Vale do Silício, se você já empreende, ou quer Empreender, fique atendo à essas dicas:

– Identifique a oportunidade, depois o produto;
– Invista em você, no seu crescimento e aprimoramento profissional;
– Tenha uma rede de contatos que funcione;
– Alie-se a outros empreendedores, troque serviços e contatos
– Crie e dê oportunidades de crescimento para profissionais emergentes. Incentive-os.
– Traga para junto de si pessoas com cultura empreendedora, cheias de ideias e vontade de crescer;
– Observe o mercado.Busque contatos e costure parcerias inovadoras.

O Profissional brasileiro está entre os mais criativos do mundo. Por natureza, sempre nos adaptamos e de certa forma tocamos em frente nossos projetos, apesar de toda a burocracia existente.

Mas isso pode mudar.E a mudança começa quando os Empreendedores olham para eles mesmos… E sobretudo, olham entre si.

Artigo da nossa coluna semanal sobre Empreendedorismo no Portal Negócios & Carreiras

 

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